
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Professores! 14º, 15º e 16º salários

segunda-feira, 10 de maio de 2010
É Pink Freud, Freud Flintstone

SEXA - Luis Fernando Veríssimo
- Hmmmm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não tem.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino...
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra "sexo" é masculina. O sexo masculino, o sexo feminino.
- Não devia ser "a sexa"?
- Não.
- Por que não?
- Porque não! Desculpe, porque não. "Sexo" é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- Sexo mesmo. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É. Quer dizer... Olha aqui: tem sexo masculino e o sexo feminino, certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes?
- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. "A palavra" é feminino. Se fosse masculino seria "o pal..."
- Chega! Vai brincar, vai...
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
- Temos que ficar de olho nesse guri...
- Por quê?
- Ele só pensa em gramática...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Dia das Mães
E você já comprou o presente de mama?
E o da vó, da mulher, da sogra?
Ora, ora. Eu não comprei nada, e peço perdão a mamãe, vó... Mas não hei de comprar.
Não sou um filho desnaturado. Nem um rapaz com sangue de barata, muito menos desalmado. Irei ligar, dizer que eu a amo, agradecer por tudo que ela fez e tem feito por mim, e etc também...
Não sou contra datas comemorativas, pelo contrário, gosto muito de datas comemorativas, pelo fato de que simplesmente e infelizmente não dizemos todos os dias para as pessoas que amamos, que às amamos. E a gente aproveita essas datas para isso.
Todo mundo concorda, que isso deveria ser um costume de todos, coisa de rotina. Mas na prática, é bem diferente.
Será que alguém se cansaria de saber que é um ser querido, amado?
Talvez as pessoas se tornariam arrogantes, por que sabem que são especial para alguém?
Você conhece pessoas que foram prejudicadas por saberem que eram amadas?
Ou, quem sabe, não temos esse costume porque banalizaria o afeto que temos que guardar para a data comemorativa?
Lembro de uma frase de Sheakespeare que em essência diz que devemos sempre deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pois pode ser a última vez que as vejamos.
Mas indo um pouco além disso, acredito que a motivação não deve ser somente porque talvez não as vejamos novamente, não que isso seja pouco, mas não pode ser, assim, dizer só para expressar um sentimento nobre, que há em mim, e que há em você, e deve ser dito simplesmente pelo fato de existir, e que em hipótese alguma fará mal à alguém?
Nessas datas comemorativas, normalmente, além do presente, sentimo-nos na obrigação de revelar nossos sentimentos, tal qua haviamos feito no ultimo natal, aniversário... Pra não dizer que ficamos na obrigação, digo então, que somo motivados, incentivados a fazer os tais comentários.
Ok, algumas pessoas tem certa dificuldade de expressar seus sentimentos, e outras acham que não é importante falar que ama sua mãe qualquer dia. E "fazê" o quê?
Quanto a dar presentes, ouço muito o tal papo, de que isso é apenas uma data criada pelo mundo capitalista, para aumentar o consumo e etc. Mas já que tem um dia para as homenagearmos nossas queridas mamães, o que há de errado em comprar uma lembrancinha para ela?
Mas isso não quer dizer que você tenha que comprar.
Dar presente sempre é legal, mas você há de concordar comigo, que é muito mais interessante se:
Hoje é somente um belo dia de sol, no calendário a data de hoje não está em vermelho, é simplesmente o dia do pão de queijo, (segundo a Folha de de São Sepé, o maior jornal da cidade) e ninguém comemora o dia do pão de queijo. Alguém chega em sua casa, com aquele rosto de guri que fez arte, e lhe estende a mão com um singelo presente. Especial. Você pensa com estranheza: Nem é meu aniversário. Essa pessoa lhe entrega e diz: Passei na frente da loja, e quando avistei, lembrei de você. E você olha para o presente e pensa: É a minha cara.
Poderia ser somente um pano de prato, ou anel de camelô, mas teria com certeza um gosto especial.
Isso não é demais?
Quantas vezes passamos por esse momento na vida?
Não quero parecer pessimista, não é a minha cara, mas isso não é coisa comum. Mas deveria.
Mas depois de toda essa conversa, você reflete um pouco e se pergunta: Tá, tudo bem, entendi, mas qual é o motivo pelo qual esse guri não comprou o presente pra mãe?
Simples. Mamãe mora longe e não poderei entregar.

Mãezinha querida, aqui está o seu bebê!
Nada mudou! Você continua tendo a mesma importância de sempre. E como todas as mães afirmam: Dia das Mães é todo dia!
E já que há vários nessa ninhada, aproveite.
sábado, 24 de abril de 2010
Arrogância abstrata
Imagine você: Leonino historiador. O cúmulo da arrogância.
Pra ser bem sincero, não me incomodo nem um pouco com esse tipo de comentário, tirando a parte do leonino, acho que tem bastante fundamento. Não que eu esteja defendendo os leoninos, mas não acredito que personalidade possa ser determinado pela data de nascimento. Então, o fato de um cara se achar o tal, não tem nada a ver com ele, ser ou não ser, de terminado signo.
Mas em relação a estudar história...
Dos historiadores que eu conheço, e entre meus pares, essa mania de se achar a cerveja mais gelada da geladeira é bem comum.
A queridíssima Dra. em história Ana Inez Klein comentou certa vez:
- Nós historiadores somos sempre os chatos da galera, sabemos de tudo, tomamos posição sobre quaisquer tema, na mesa de bar queremos discutir nossas teses, somos no geral, do contra. Somos uns malas!
Sua constatação fez com que eu fizesse uma breve reflexão sobre o tema.
Partimos do princípio que é impossível compreender o presente e projetar o futuro, sem ter o conhecimento do passado. Como o objeto de estudo do historiador é esse tal de passado, concluímos que este, teoricamente, tem uma boa compreensão do presente. Ou simplesmente, acredita que tem. E fica simples assim.
O fato do indivíduo ter passado um boa parte do seu tempo estudando os que outros fizeram à algum tempo, dá a ele um crédito, vários créditos eu diria. E aí entra a minha ideia do clips (ler o texto: Clips). Mais isso não quer dizer que historiadores são os donos da verdade, até porque a história não passa de interpretações e suposições sobre o passado. E no fundo a verdade não existe. Ou melhor, a verdade até existe, porém ninguém tem certeza sobre ela.
Em vários debates na hora do amado cafézinho, bati na mesma tecla: O cara que tem um nível considerável de conhecimento em determinado assunto, tem uma tendência de ser um cara chato, arrogante. Ele detém o conhecimento de algo, e se acha mais importante por isso. Isso não só entre historiadores. E isso também não quer dizer, que todo sábio é prepotente e arrogante.
Mas o que me emputesse mesmo, é a tal de arrogância abstrata. É esse tipo, que usa de um título doutor, para impor suas ideias, não aceitar opiniões contrárias, lecionar de forma tradicional e não admitir nada disso. Acredita que sabe mais que você, porque tem um título na parede de casa. E não vou ser bobo a ponto de dizer que ele não sabe mais que eu em determinados assuntos, afinal, ele estudou muito mais que eu, já refletiu muito sobre muita coisa, embasado em N coisas. Merece respeito por isso, teve que se esforçar para ter esse título. Tem seus méritos. Porém, não posso admitir que ele seja detentor da única hipótese "verdadeira".
Esse tal arrogante abstrato, é aquele detentor do conhecimento, fala e obriga que você escute, nunca está para brincadeira, e também não está muito atento para o que você pensa, a menos que ele possa ser contrário a sua opinião, (provavelmente vai ser) aí então, ele vai prestar muita atenção no que você diz, para depois ir contra.
Esse arrogante abstrato, é criado na mesma família que o Humilde com "H" maiúsculo e dourado, e estou com medo de saber que é o chefe dessa família.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Saudosismo hereditário
ão certo pra mim, quanto o fato de todos nós sermos o resultado de nossas vivências. É simples, não há nada de complexo nisso. Se eu tivesse nascido em Papua Nova Guiné não pensaria em tudo que penso hoje. Básico. Somos não só o que comemos mas principalmente o que vivemos.E o que dizer sobre aquilo que vivemos, e que, como tudo na vida, passou, deixou suas marcas e ficou para se lembrar?
Tanta gente, tantos lugares, sentimentos...
Passado. Lembrança. Saudade.
Há algum tempo, descobri-me um imenso saudosista. Um saudosista tão saudosista, que me flagrei sentindo saudades de coisas quem não vivi. É o cúmulo da saudade. Mas isso não vem ao caso agora.
O fato é, que vejo essa saudade que sinto, como um sentimento bom. E é tão lógico, se sentimos saudade é por que foi bom, não há como sentir falta de algo que não nos faz falta.
É por isso que sentimos saudade, porque nos faz falta, se nos faz falta é por que foi bom, por que tal companhia é boa, ou foi boa, enfim...
Veja como é bom passear por essas ruas com ar de infância, sentir aquele cheiro que lembra "ela", ouvir aquela canção que faz você lembrar de um tempo, abrir aquela gaveta cheia de papés velhos, fotografias, cheiro de guardado...
Melhor morrer de saudade do que não ter saudade alguma pra sentir.
Sem falar no melhor da saudade, a hora de acabar com ela. Nada melhor do que matar as saudades. E quando é impossível matar plenamente a saudade, de algo ou alguém, a gente descobre alguma coisa, alguma artimanha para que de alguma forma a gente consiga matar a saudade. E é tão bom... Ahhhm
O meu saudosismo é hereditário, ta no sangue. E, aí está o tal sentimento saudosista de coisas que não vivi, mas que gostaria imensamente de ter vivido para poder sentir saudades. Sinto muito, não por não ter do que sentir saudades, por que isso tenho de sobra, mas sinto por ter deixado de viver tantas coisas boas, para enfim, ter saudades depois. A saudade que eu sinto hoje é só um indicativo de que coisas boas passaram por mim no passado.
Porque saudade, é pra sentar num cantinho e curti-la, com olhar ao longe, e um sorrisinho no canto do rosto.
Com a saudade, vem o sentimento de melancolia, nostalgia... Mas estes também não são de todo o ruim...
terça-feira, 13 de abril de 2010
Outono

sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Arrependimento Mata*
Hoje fui tomado por um tal de arrependimento. Aliás, estou morrendo por ele. Quero dizer, poderia estar morrendo por ele. Porque ele não mata, ou , pelo menos ainda não.Já não sei se isso é bom, ou se é ruim, visto que se eu morresse por conta desse tal sentimento, que tanto machuca, seria um alívio. Cessaria imediatamente esse sentimento de culpa, e aliviaria minha alma deste inferno que é estar amargamente arrependido.
Imagine você quão bom seria se instantaniamente nosso arrependimento fosse embora, partindo exatamente no momento em que sentimos. Sentimos e... Ráaaa! Deixamos de existir.
Isso parece tentador - Morrer de arrependimento.
Dependendo do ponto de vista é até bonito, heróico.
- Morreu porque sentiu verdadeiro arrependimento por seu erro, e agora descança em paz...
Por outro lado, ao mesmo tempo que implicaria conforto, morrer de arrependimento detonaria com a grande lição que a vida nos passa nesses momentos.
Ora vejam só.
Agora me passa por essa minha cabeça cheia de cabelos, que o arrependimento serve não apenas para nos torturar, mas sim, para nos passar os maiores dos aprendizados. Fazê-nos aprender através da dor, e não que eu seja masoquista, mas a dor é boa pra gente guardar na memória aquilo que se deve fazer, ou, aquilo que jamais se deve fazer.
E não me venha com esse papo, de que não me arrependo de nada que tenha feito, ou, só me arrependo do que não fiz, porque isso caro leitor, não existe. É impossível não haver nada com que a gente se arrependa amargamente, e não é muito raro, haver coisas das quais a gente se arrepende pelo resto da vida.
Arrependimento não mata, mas quase, ele fica aqui, martelando, martelando, passa tempo, e volta e meia ele aparece, e continua martelando, martelando, e meia volta, e não se esquece, e ele prossegue martelando, martelando.
Mas todo esse desconforto é recompensado com o aprendizado adquirido, e toda a vez que ele aparece martelando nossa consciência, com erros do passado, como um passe de mágica, um assassinato de sentimento, abafamos-a com a certeza de que esse erro jamais será cometido novamente. Os erros de hoje provavelmente serão os acertos de amanhã.
* Não foi baseado na obra Arrependimento Mata de Evandro Berlese (foto), que felizmente, trata do assunto de uma forma muito engraçada e com outro enfoque. Fica a dica de leitura, garanto boas risadas.
domingo, 28 de junho de 2009
Mr. H

domingo, 24 de maio de 2009
Viver mata
Mas se por acaso, você já morreu, não deixe de nos dizer como é, comenta aí, tem muita gente curiosa pra saber como é.